segunda-feira, 21 de março de 2011

Giovanni Sarracino

Giovanni Sarracino, nascido em Torre del Greco, na Itália, frequentou o Liceu de Artes e Ofícios e abriu seu próprio ateliê em São Paulo, na Rua Formosa, em 1901. Seus trabalhos estão publicados em várias revistas ilustradas. Além da Exposição Universal de Saint Louis, nos Estados Unidos, Sarracino participou da Exposição Nacional de 1908 com retratos de Albuquerque Lins, Jorge Tibiriçá, Washington Luiz, Olavo Egydio, Carlos Botelho, Siqueira Campos, entre outros.
  Giovanni ficou mais reconhecido após realizar a fotografia de Alberto Santos Dumont em tamanho natural. Trata-se de uma fotopintura, de 1904, que tem como características a ampliação em tamanho natural em gelatina e a utilização de retoque com traços finos, ressaltando atributos expressivos e fisionômicos, e de pintura em algumas áreas, para acentuar volumes através de sombreamento.
  Giovanni teve destaque de 1890 a 1910, sendo que de 1905 a 1908 trabalhou com seus inúmeros cartões postais.
 Ele também desenhava muitas paisagens da cidade de São Paulo naquela época.






Retrato de Santos Dumont realizado por Giovanni Sarracino




Retrato da cidade de São Paulo, por Giovanni Sarracino














Marcela Sabia, nº 30

domingo, 20 de março de 2011

Sebastião Carvalho Leme

por: Pedro Nogueira n° 38 e fontes: Wikipédia e www.girafamania.com.br

Sebastião Carvalho Leme (Guará, 13 de julho de 1918  25 de abril de 2007) foi um fotógrafo brasileiro, inventor de uma máquina fotográfica especializada na obtenção de panorâmicas denominada Máquina fotográfica 360º.
Sebastião Carvalho Leme.
Maquina 360°
 “Oásis de Luz”  por Sebastião Carvalho Leme.
 “Lata d’Água na Cabeça” por Sebastião Carvalho Leme.

Uma fotografia 4x6 ct, tirada em 1938 com uma maquininha de caixão Agfa, que usava filme 127, foi que despertou o pendor pela arte fotográfica de Sebastião Carvalho Leme.
Leme era diretor do Departamento Fotográfico da Companhia Cinematográfica Vera Cruz em 1950 durante a filmagem de "Caiçara". Também foi o primeiro a processar fotografias coloridas em laboratório próprio em Marília em 1975, quando fazia painéis de até 1,50 m, e ensaios de fotografias artísticas em pôsteres e a gravar vídeo em VHS, também em Marília em 1984, quando, fora São Paulo, só havia em Campinas e Ribeirão Preto profissionais no gênero.

“Por que fotografia?
O homem se expressando na forma, na cor ou no som tem o desejo oculto de se perpetuar através dos tempos. O fantasma da limitação da vida leva-o a buscar um meio de se continuar, e para isso recorre às artes. E quando lhe permite os meios, com as ferramentas que dispõe, se expressa com exaltação, revelando o seu eu oculto, o artista. Daí a fotografia. Daí o clic. Fácil, leve, mecânico.
As artes plásticas, a música, a arquitetura, a literatura, a arte dramática requerem um aprendizado e estudos profundos. Mas a fotografia é mágica. É imediata. É querer e fazer. O homem com ânsia de se eternizar, eterniza-se na fotografia, naquilo que vê, naquilo que o vislumbra. Ele perpetua sua geração fotografando o filho.
Ele se perpetua na casa que construiu e na qual tirou foto com a família. Com uma foto ele congela um aniversário, um casamento ou um passeio, sempre para resistir ao tempo, subjugando-o. Esse clic pode também transcender a um simples registro. Pode também produzir arte.”
(Sebastião Carvalho Leme)

Militão Augusto de Azevedo

Por Victoria Brunelli número 42.


Militão Augusto de Azevedo (1837-1905) é natural do Rio de Janeiro, considerado um dos mais importantes fotógrafos brasileiros da segunda metade do século XIX, particularmente para São Paulo. Filho de Antonio Ignácio de Azevedo e Lauriana Augusta de Azevedo, Militão teria sua formação fotográfica ligada ao francês Liébet, quando, em 1878, viajou à Europa, permanecendo em Paris, sofrendo influência da chamada febre dos cartões postais e álbuns de cidades que circulavam pela capital francesa. Depois de uma passagem pela carreira teatral, dedicou-se definitivamente à fotografia, possivelmente, a partir de 1862. Trabalhou como retratista pela Photographia Academia de Carneiro & Gaspar, em São Paulo. Com a morte de Gaspar, Militão arrematou a Photographia Academia de Carneiro, transformando no Photographia Americana. Essa empresa não sobreviveu por muito tempo, fechando em 1885. Em 1887, deu início à realização do “Álbum Comparativo de Vistas da Cidade de São Paulo – 1862/1887”. Esse álbum deu origem a uma espécie de modelo para a fotografia paisagística urbana, com um enfoque comparativo, que dura até hoje. Militão faleceu em São Paulo e seu acervo fotográfico está organizado principalmente em álbuns.

Veja biografia completa em: http://www.portogente.com.br/museudoporto/exposicao/2005/militao/index.php






Obras:
O Rio Tamanduateí correndo ao lado da rua 25 de Março; ao fundo, o mosteiro de São Bento

Rua das Casinhas, SP. 1862


Augusto Malta

      Augusto Malta:


Pietra Cortonesi   número: 39
 
Augusto César Malta de Campos nasceu em 14 de maio de 1864 em Mata Grande , Alagoas, e com 24 anos foi para o Rio de Janeiro, onde tentou várias profissões, todas sem sucesso. Só em 1900, já com 36 anos de idade, tornou-se fotógrafo amador, tendo sido apresentado ao Prefeito Pereira Passos que o convidou para ser o fotógrafo oficial da Prefeitura Municipal.
Malta documentou todas as atividades da prefeitura: inaugurações, posses, obras públicas, e mesmo cenas do dia-a-dia, tendo acumulado mais de 80 mil chapas fotográficas em mais ou menos 50 anos de profissão. Nenhum recanto do Rio antigo escapou de suas lentes: os quarteirões condenados, escolas, hospitais, prédios históricos, figuras importantes etc, tudo ficou registrado em seus negativos.
O trabalho do fotógrafo Augusto Malta é de grande importância para a memória histórica do Rio de Janeiro. Malta foi o fotógrafo oficial da Prefeitura do Distrito Federal no governo Pereira Passos, justamente a época em que o Rio sofreu grandes transformações.                                                            
Rua do Riachuelo (1915)
 Ele costumava usar as técnicas do negativo em vidro e do negativo panorâmico. A qualidade de seu trabalho é incontestável, mesmo considerando que, no início do século 20, a fotografia ainda engatinhava. Além de excelente fotógrafo Malta, sendo o fotógrafo oficial da Prefeitura, estava presente nas horas e lugares certos. Isso fazia dele, também, como se já não bastasse, um excelente repórter fotográfico.
 Malta aposentou-se como funcionário da Prefeitura, em 1936, depois de servir às administrações de Pereira Passos. Mesmo aposentado, continuou fotografando por quase 20 anos todos os aspectos da vida cotidiana, inclusive o Carnaval, que ele registrou até meados da década de 40 e que hoje se constitui no mais valioso documento de memória do que foi o carnaval carioca.    
Faleceu em 1957.

 Fonte:

George Leuzinger

Bruno, número 06, 8G


1-Biografia de George Leuzinger


George Leuzinger nasceu em Cantão de Glaris na Suiça em 1813. Em 1832 veio para o Rio de Janeiro onde realizou uma série de fotografias da cidade e das regiões serranas do Rio de Janeiro. Em 1840 adquiriu a  Casa Leuzinger,  uma  papelaria, que   a partir da metade da década de 1860 funcionou como um ateliê fotográfico.
Ele carregava uma caixa fotográfica de 10 quilos pelas ruas do Rio de Janeiro e compôs a primeira crônica fotográfica da cidade entre 1860 e 1870. George Leuzinger registrou tanto a paisagem urbana como as belezas naturais. Encadernou as imagens, encadernando-nas em álbuns com capas aveludadas, para serem vendidos aos nobres.
Como curiosidade, a câmera de Leuzinger era feita de madeira e vidro era uma  tecnologia de ponta para a época. Para captar a imagem de um objeto eram necessários cinco minutos de exposição. Depois dessa etapa o fotógrafo tinha de correr até uma cabana escura para fixar a imagem em enormes chapas de vidro. Ver as fotos de Leuzinger é como fazer um passeio pelo Rio do Segundo Império. Naquele tempo, a cidade era o centro político e financeiro do país, com uma vida social agitada. A Rua Direita, no centro, hoje Rua Primeiro de Março, vivia congestionada de carruagens. Perto dali, a Rua do Ouvidor, uma das transversais da Rua Direita e hoje ocupada por camelôs, abrigava as lojas mais chiques da época.
Quando se cansou da fotografia, passou a incentivar seus assistentes a praticar a nova técnica. Entre eles estava o carioca Marc Ferrez, que se tornaria o mais notório fotógrafo do Rio antigo.
A Casa Leuzinger é impotante também como casa editorial publicando diversos catálogos como, por exemplo, Catálogo da Exposição de História do Brasil, realizada na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, entre 1881 e 1882.
Faleceu em 1892.






2- Referências bibliográficas
1.http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&cd_verbete=1884&cd_idioma=28555&cd_item=1




3.       http://veja.abril.com.br/281098/p_156.html
3-Ilustração:


















Residências no final da Praia do Flamengo e ao longe, o Corcovado - 1885


Felipe Augusto Fidanza

                                                                                                                          Fidanza, Felipe Augusto                                                                                                                            Estrada de Nazareth , ca. 1875
                                                                                                                           albúmen
                                                                                                   Coleção Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ (Doação White Martins)
                                                                                                               Reprodução fotográfica autoria desconhecida

                                                                                              Fidanza, Felipe Augusto                                                                                             Teatro da Paz , ca. 1875
                                                                                       albúmen
                                                                                     Coleção Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ (Doação White Martins)

                                                                      Fidanza, Felipe Augusto Estrada de São Jerônimo , ca. 1875
albúmen
                                                                                                   Coleção Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ (Doação White Martins)

Felipe Augusto Fidanza (Lisboa, Portugal ca.1847 - Belém PA 1903). Fotógrafo e pintor. Ativo entre as décadas de 1860 e 1910. É o principal fotógrafo a atuar em Belém (PA) na segunda metade do século passado e no início do século XX. Dono de um concorrido estúdio de retratos, notabiliza-se também como paisagista, tendo registrado as profundas transformações urbanísticas ocorridas na cidade em decorrência da opulência proporcionada pelo ciclo da borracha, que transforma a modesta cidade colonial portuguesa numa metrópole de inspiração francesa. É representante em Belém da firma Huebner & Amaral, sediada em Manaus, e fotografa também as capitais amazonense e pernambucana. É um dos pioneiros do cartão-postal fotográfico no Brasil.
Victor Fernando Cordeiro Lopes-41-8G

sábado, 19 de março de 2011

Augusto Riedel

Augusto Riedel foi um talentoso fotógrafo alemão (1836- 1877) que esteve no Brasil entre as décadas de 1860 e 1880. Abriu um estúdio na cidade de São Paulo.
   Uma das suas principais obras foi o álbum Viagem de S. S. A. A. Reaes Duque de Saxe e Seu Augusto irmão Luiz Philippe ao interior do Brazil, no qual havia fotografias de Dom Luis Augusto de Saxe Coburgo (genro do imperador Pedro II) e Gotha (marido da princesa Leopoldina) nos estados de Minas Gerais, Bahia e Alagoas em 1868.
   Além disso, algumas de suas empreitadas foram incluídas no Álbum de vues du Brésil, uma importante obra da fase de transição do período da história brasileira que vai do Império à República publicada em Paris, na época da Exposição Universal de 1889.
  Augusto Riedel contribuiu para a história da fotografia retratando um período muito importante da história do Brasil.



Rua Direita nº 24, onde se localizava o seu estúdio.
 
Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento,
Fotografada por Augusto Riedel, no ano de 1868.

Fontes de pesquisas
http://www.itaucultural.org.br/

Juliana Jorge, nº 26 8G